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Seminário de Investigação em Museologia dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola, I, 2009
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Egídio Álvaro : o Crítico como Comissário
Ana Luísa Barão
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ResumoA crítica de arte foi para Egídio Álvaro uma forma de actuar dinamicamente no contexto artístico para o inflectir no sentido que julgava mais válido – a sua visão da arte. Em consonância com este princípio age enquanto crítico (publicando no Diário de Notícias, desde 1962; na Revista de Artes Plásticas entre 1973 e 1977 e na Vida Mundial durante o ano de 1976) e, enquanto comissário de exposições, festivais e debates entre artistas. A exposição é para Egídio Álvaro o espaço concreto no qual o pensamento e a sua prática artística se encontram onde, em diálogo permanente, artistas e crítico-comissário definem o seu pensamento visual, político e social. Através das exposições que comissariou e sobre as quais escreveu profusamente – EXPO-AICA-SNBA (1972/1974); III Encontros Internacionais de Arte (1976) e Identidade cultural, massificação e originalidade (1977) – afirmou uma postura crítica e curatorial, que consideramos indissociáveis e que se situam na charneira das mudanças que caracterizam a crise do modelo museal dos anos 70 e a afirmação de uma nova fórmula expositiva que privilegia a inserção da obra de arte em contexto vivo – numa aproximação ao espaço da vida social. De que modo as concepções curatoriais propostas por exposições / bienais como a Documenta de Kassel ou as Bienais de Paris, analisadas por Egídio Álvaro na imprensa portuguesa, poderão ter influenciado os seus conceitos curatoriais é a questão a que procuraremos dar resposta na nossa comunicação através da proposta de uma noção que coloca a acção crítica e a acção curatorial num mesmo plano de intervenção.
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Data da última atualização: 2013-05-18
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