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Seminário de Investigação em Museologia dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola, I, 2009
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Preservar a memória conservando
Carla Carvalho Tavares e Carlos Mota
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ResumoOito pinturas do Mestre Joaquim Lopes animaram, em 1934, o Stand promocional da Casa do Douro, na “I Exposição Colonial Portuguesa”, que decorreu no Palácio de Cristal. Concebidas com o propósito de propaganda de uma região e da Instituição, adornam hoje as paredes adormecidas do Edifício-sede da Casa do Douro. O Museu do Douro (MD), consciente do seu papel social de valorização e estudo do património regional, desenvolveu um projecto para preservar a memória das nove pinturas e enaltecer o mestre que as compôs. A presente reflexão mostra um caso prático de investigação e intervenção científica de uma colecção pictórica que visa a sua valorização. Só tem importância o que se conhece e, ao eleger as pinturas para serem intervencionadas pelos serviços especializados de conservação e restauro do MD, estamos a chamar a atenção sobre as obras e os cuidados que estas exigem. Por sua vez, ao apresentar a retaguarda do Museu, aproxima-o dos seus púbicos, torna-o acessível, respeitando uma das premissas do MD, a integração na comunidade. A estratégia de preservação das obras de Joaquim Lopes passa pelo abrandamento das causas de instabilidade, degradação e alteração das pinturas; estabelecimento de mecanismos de protecção e reforço dos materiais originais; e a divulgação do trabalho do autor com a montagem de uma exposição e consequente formação da comunidade.
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Data da última atualização: 2013-05-21
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