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Seminario de Investigación en Museología de los Países de Lengua Portuguesa y Española, II, 2010
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Acessibilidade e sensorialidade nas ambiências museais brasileiras
Regina Cohen, Cristiane Rose Duarte e Alice Brasileiro
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ResumoO que existe e o que ainda falta nos museus para que cidadãos com deficiência sintam que vale a pena visitá-los e revisitá-los? Vários pesquisadores nacionais e estrangeiros têm debatido estas e outras questões, analisando o que já foi feito nesta matéria e o que se pode fazer no futuro. Este é o caso da pesquisa desenvolvida por Cohen (2008) e pelo Núcleo Pró-Acesso da UFRJ em parceria com instituições responsáveis pelo museus tombados pelo patrimônio brasileiro e que apresentamos neste artigo. Nossas investigações têm demonstrado que os museus são fontes inesgotáveis de informações através de todos os sentidos em conjunto. Às vezes a percepção pode ser dominada por apenas um deles. Uma pessoa cega locomove-se usando o toque com a bengala, os sons ou os cheiros. Existem ambiências museais formadas de todos estes espaços sensoriais, corporais e emocionais e das imagens dos museus que estão em cada um de nós. Trata-se da compreensão destas ambiências sensíveis que transformam-se em lugares e que nos envolvem e acolhem nosso corpo e nossos sentidos, dentro dos quais nós vivemos e encontramos nosso abrigo e nossa morada. Já pudemos encontrar alguns trabalhos que dão bem esta dimensão de museus acessíveis e exposições universais que também são para os que não vêem ou não escutam. O percorrer, o escutar, o ver e o tocar destes corpos e destas deficiências são enriquecedores tanto no nível teórico quanto no nível prático; é o ter acesso, o caminhar, o ver, o ouvir, o cheirar, o sentir, o tocar, o perceber e o descrever de infinitas maneiras diferentes como é a própria natureza humana. Uma pesquisa sobre a inclusão de Pessoas com Deficiência e sobre suas experiências sensoriais e emocionais na acessibilidade aos museus no sentido como nós a definimos atualmente, toma toda sua significação. Não se trata de uma abordagem que satisfaça um ou outro, mas de uma tentativa de compreensão da universalidade humana, que explica os sentimentos destas pessoas resultantes das práticas museais de nossos planejadores. Este artigo faz uma avaliação da acessibilidade aos museus tombados pelo IPHAN, localizados no Estado do Rio de Janeiro. Os resultados já alcançados certamente são muito mais gratificantes e ilustradores de nossa pesquisa de campo com estas pessoas. Esperamos num futuro próximo alargar paradigmas no planejamento das ambiências sensíveis - físicas, sensoriais e emocionais - de nossos museus fluminenses e brasileiros. Palavras-chave: Acessibilidade. Ambiências museais. Deficiência. Universalidade. Sensorialidade
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Data da última atualização: 2013-05-24
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