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Revista da Faculdade de Letras : Geografia
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O edifício da FLUP é um edifício doente? : algumas reflexões sobre o conforto bioclimático em espaços interiores
Ana Monteiro
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ResumoA sucessão de ocorrências de mal-estar físico e psicológico de um signi¬ficativo número de utilizadores do novo edifício da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), despertou-nos para a necessidade de discrimi¬narmos, do ponto de vista climatológico, os impactes efectivamente existentes, no conforto bioclimático dos docentes, discentes e funcionários, das habituais reservas em qualquer processo de mudança. A elaboração, em Janeiro/Fevereiro de 1996, de 212 inquéritos (5,4% da população), a discentes inscritos em todos os cursos leccionados na FLUP evi¬denciou, claramente, a percepção de desconforto climático, tanto nas salas de aula, como nos espaços de circulação e nas áreas de recreio e lazer. Cerca de 82% dos estudantes consideraram as salas excessivamente quentes e, destes, 90% afirmaram já se ter sentido física e/ou mentalmente per¬turbados. Dores de cabeça, sonolência, dificuldades de concentração, quebras de tensão, alterações na visão e lassidão física, foram sintomas mencionados, recorrentemente, pelos estudantes inquiridos. Os resultados obtidos na monitorização da temperatura, humidade rela¬tiva e luminosidade, em duas salas de aula, surpreenderam-nos. Não porque contrariassem a sensação de desconforto térmico verbalizada pelos inquiridos e percebida por nós, mas porque evidenciaram combinações de temperatura/humidade relativa consideravelmente superiores aos limiares de resistência dos seres humanos.
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Data da última atualização: 2013-05-18
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