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Revista da Faculdade de Letras : Geografia
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Algumas reflexões sobre as acessibilidades no Alto Douro
Maria Helena Mesquita Pina
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ResumoA Região Demarcada do Douro, espaço que em termos geomorfológicos se apresenta extremamente agreste, proporcionou desde sempre uma estrutura económica endógena e acessibilidades extremamente deficientes, quer as internas, quer as de interligação com o espaço exterior. Só com a "descoberta" e, sobretudo, com a internacionalização do Vinho do Porto - numa dependência directa entre a expansão vitícola e seu impacte económico regional -, se procedeu a uma melhoria, embora incipiente e centrada particularmente no Baixo Corgo. Condicionadas ainda pelas vicissitudes que o Vinho do Porto ia sofrendo, as acessibilidades durienses teriam de aguardar pelo "Fontismo" para, então, observarem um impulso, este com maiores reflexos regionais mas apoiado na rede ferroviária, opção estratégica governamental. Apenas subsidiariamente se procedia à construção de novas vias, para além de alguma manutenção da rede viária existente. Mas, nem a melhoria técnica inegável dos meios viários, particular¬mente na sequência da multiplicação dos veículos com motores a explosão, associada a uma mudança estratégica estatal, foi suficiente para quebrar as fracas acessibilidades que a Região possuía. De facto, apesar do impulso con¬cretizado neste âmbito pelo "Estada Novo", só nos anos sessenta e, sobretudo após a revolução de 1974, a melhoria das acessibilidades durienses foi uma realidade, aproveitando os fundos europeus a isso destinados. Simultaneamente, com as recentes vias, procedeu-se a uma reorientação estratégica que, numa perspectiva integrada, alia a viticultura à multiplicidade de atractivos que a Região apresenta.
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Data da última atualização: 2013-05-18
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