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Seminario de Investigación en Museología de los Países de Lengua Portuguesa y Española, II, 2010
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Ascensão, decadência e reinvenção de um museu : o Museu de Arte Popular (1948-2010)
Maria de Barthez
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ResumoA grande promoção cultural de António Ferro, enquanto dirigente do SPN/ SNI, foi centrar-se em torno da cultura popular, suportada pela “política do espírito”, enquanto veículo de afirmação de um regime e paradigma da sua acção. Neste contexto, foi atribuída grande visibilidade à arte popular, simultaneamente nacional e genuína, lugar privilegiado, enquanto labor de um povo, que deveria ser percebida e actuante. Neste âmbito, António Ferro irá conciliá-la com o modernismo latente e, sob a égide do “bom gosto”, orientá-la e pô-la ao serviço de toda uma campanha que visava a sua valorização e a sua preservação, patente em diversas iniciativas empreendidas pelo Secretariado, que encontrarão eco numa futura instituição museológica: o Museu de Arte Popular (MAP), criado em1948. Objecto de contínuo desinteresse pós- 25 de Abril, o MAP, que irá atravessar um longo período de declínio, e franca degradação expositiva e arquitectónica, conseguiu resistir e ultrapassar as sucessivas tentativas de encerramento. A reabertura do MAP constitui, no presente ano, uma das prioridades da política cultural do Ministério da Cultura. Para atingir essa aspiração urge “reinventar” o MAP. Uma tal reinvenção exige, que, de modo pertinente e eficaz, se parta do seu conceito expositivo, das suas características museológicas, ainda actuais, em alguns aspectos, em particular dos seus princípios, para obter o sucesso desejado. Nesta acepção, esta “nova vida” do MAP deverá aventurar-se, tão longe quanto possível, nas funduras dos tempos, num tempo longo, sem o qual não podem ser perceptíveis as permanências e as mutações, as causas e os efeitos, que interessam a toda a sociedade, que, curiosa das suas origens, deseja conceber cenários possíveis para o seu futuro. Coloca-se, assim, ao MAP, como premente necessidade, o desafio de uma inovação – não uma ruptura –, ou seja, fazer evoluir a instituição, adaptando-a, no que for essencial, para responder às necessidades contemporâneas. Palavras-chave: António Ferro. Museu de Arte Popular. Cultura popular. Arte popular. Museologia.
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Last Update: 2013-05-22
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