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Seminario de Investigación en Museología de los Países de Lengua Portuguesa y Española, II, 2010
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Museos, multiculturalidad e inclusión social
Francisca Hernández Hernández
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ResumoDurante muito tempo os museus foram considerados espaços reduzidos, nos quais se desenvolviam determinadas expressões, exclusivas e excludentes das manifestações artísticas da humanidade. De fato, os museus contavam com espaços muito limitados onde apenas se podia guardar algumas obras de artistas, considerados pelos especialistas como dignos de fazer parte do acervo cultural dos povos. Em conseqüência, convertiam-se em espaços altamente seletivos, onde apenas tinham entrada as obras e autores previamente selecionados, segundo critérios artísticos, políticos ou econômicos concretos. Felizmente, hoje experimentamos uma nova realidade, onde o conhecimento se universalizou e qualquer individuo tem a possibilidade de alcançá-lo e manifestá-lo através da expressão de sua própria criatividade artística. A arte deixou de ser patrimônio de uns poucos privilegiados e agora faz parte da vida de cada individuo, que se sente não mero espectador passivo, mas radicalmente ativo e participativo, protagonista de sua própria história. Afastados de visões obsoletas, por impróprias e inadequadas a um mundo globalizado, multicultural e poliédrico, os museus do século 21 devem apostar num partido aberto, dialógico, interdisciplinar, universalista e inclusivo. Porque o fim maior dos museus não são as coleções, mas as pessoas, consideradas protagonistas de sua própria historia e de sua própria cultura - e chamadas não apenas a reproduzi-las mas também, e sobretudo, a reinterpretá-las e transformá-las. Diante de uma sociedade em que a exclusão social aparece como um rasgo estrutural, os museus devem optar por favorecer a criação de uma sociedade do bem-estar, fundamentada em sua capacidade inclusiva, onde não existam barreiras de nenhum tipo e onde não se imponha à cultura nenhum tipo de fronteira social, ideológica ou racial. Aceitar e sustentar a universalidade supõe abrir-se ao diálogo entre culturas, através de um processo de construção de significados e pensamentos compartilhados, que parte da convicção de que é necessário que se respeitem as diferenças. Palavras-chave: Museus inclusivos. Exclusão social. Exposições exclusivas e excludentes. Multiculturalidade. Educação intercultural.
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Last Update: 2013-06-17
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