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Via Spiritus : Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso
Resume
A Confraria de Santo Isidoro e seus camores : Alto Minho – Sécs. XVI-XX
Maria Gabriela Oliveira
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ResumoUm pouco por todo o nosso território, especialmente nos meios rurais, em situações e calamidade natural – estiagem, cheias ou pragas – o povo recorria a uma forma de súplica e penitência denominada clamor, confiando no auxílio divino para mudar as condições atmosféricas adversas. Tratava-se de uma oração colectiva, dita em voz alta e em caminhada, geralmente, feita até uma elevação de terreno onde houvesse uma igreja ou ermida onde mandavam celebrar a Eucaristia e pregar sermão, finalizando, assim, a devota prática.Os clamores de Santo Isidoro, em uso na faixa costeira norte, entre Viana do Castelo e Caminha, desde o século XVI a meados do século XX, constituem um bom exemplo destas manifestações piedosas. Diante de uma prolongada seca, os habitantes de catorze freguesias da zona estabelecem por voto comunitário, sair em clamor que perpetuam no tempo, pedindo todos os anos condições favoráveis a boas colheitas. Forma-se então uma Confraria - Confraria de Santo Isidoro - com o objectivo prioritário da organização dos ditos clamores. Este trabalho estrutura-se a parir da análise dos Estatutos da referida Confraria
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Last Update: 2013-05-22
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